Unidade Local de Saúde Hospitalar com capacidade superior a 1200 camas.

O sistema Nacional de Saúde tem registado ao longo dos anos uma procura crescente e muito dinâmica, quer pelo envelhecimento da população quer pelas sucessivas vagas de imigração, que o sucesso económico e social do país tem provocado, principalmente na conjuntura de elevada instabilidade global, e que na Europa pela primeira vez desde 1945 não registava deslocações em massa provenientes da guerra na Ucrânia.

Esta evolução da procura, repartida pelas diferentes especialidades, tem criado uma pressão crescente não só no número de camas, mas também nos espaços para a criação de novos serviços clínicos.

Todas as ULS (Unidade Local de Saúde) têm sentido esta enorme pressão, mas é em Lisboa, Porto e Algarve que se concentram mais estes desafios.

A ULS principal da região de Lisboa chegou nesta altura a ter de considerar uma intervenção profunda nos métodos e processos em busca de eficiência, sem comprometer os níveis de serviço aos seus pacientes, e a considerar a possibilidade de aumentar a capacidade do seu centro de distribuição.

Após os estudos realizados, foi concluído que o aumento da capacidade seria substantivo e que teria de haver uma relocalização de um novo Centro de Distribuição (CD) de maior dimensão, entre as várias mudanças necessárias nos processos e sistemas de suporte e também nas capacidades e tipologias de transporte.

Assim, foi elaborado um plano de implementação e o suporte à decisão das propostas de mudança requeridas, sendo a de maior investimento num novo armazém para o CD, e o maior desafio o de garantir a gestão da mudança sem riscos para os cuidados de saúde ministrados.

 

Paciente maca 

 

 

Desafio Logístico
  • Desenhar um modelo operacional para o abastecimento de materiais clínicos aos serviços da ULS principal da Região de Lisboa (Unidade Local de Saúde ) que integra dois hospitais com todas as valências no seu conjunto e com capacidade acima das 1500 camas
  • Este modelo deve ser optimizado em relação ao nível de serviço definido com SLAs e monitorizado e controlado com KPI de Gestão da Cadeia de Abastecimento (Gestão de fornecedores, inventários e serviços clínicos destinatários) e Logística de Execução (Armazenamento movimentação interna e transporte interno e externo).
  • Para a logística de execução deve ser avaliada a possibilidade de manutenção do armazém central actual e estudo para a eventual criação de um novo Centro de Distribuição Integrado

 

Solução proposta
  • Foram estudados os materiais, fornecedores atuais e potenciais, e consumos específicos pelos serviços clínicos.
  • Foram estudados os fluxos de materiais end-to end, a sua frequência, inventário por sku e família e valências.
  • Foram estudadas as capacidades e as infra-estruturas de armazenamento, i/O, nos diferentes pontos de stock e o sistema Kanban.
  • Foi proposto:
    1.  Um novo modelo de gestão de compras e abastecimento, com redução de inventário e melhoria operacional;
    2.  Novas capacidades para as infra-estruturas de armazenamento, movimentação e transporte

 

case icon3Resultados obtidos
  • Especificação e desenho para a implementação de novo modelo de gestão da cadeia de abastecimento.
  • Especificação para novo Centro de distribuição a construir.
  • Novos níveis de inventário e regras de gestão.
  • Nova bateria de KPI de gestão da cadeia de abastecimento e logística de execução para as operações de armazém e transporte.
  • Processo de decisão devidamente informado e sustentado economicamente para o investimento em novo Centro de Distribuição Integrado.